
Num bom dia, as bandas sonoras melhoram a experiência cimematográfica. Na melhor das hipoteses, elas a transcendem. O último acompanhamento sonoro do inescapável vampírico adolescente peso pesado Crepúsculo — uma mistura de desmaiar do romance da rapariga que conhece um rapaz morto-vivo, entregue por alguns dos melhores nomes estabelecidos e emergentes na estratosfera indie — pode influenciar até os mais compremetidos a odiar Crepúsculo.
Depois do sucesso da primeira parte, a supervisora de música Alexandra Patsavas (Gossip Girl, Anatomia de Grey’) tem a sua pitada de todo o material alternativo aqui, cada um contribuindo com material original e inédito: Desde os acordes iniciais sombrios de guitarra de “Meet Me On The Equinox” de Death Cab For Cutie ao efeito de robô assustador de ”Hearing Damage” de Thom Yorke e a folk-pop “Slow Life” de Grizzly Bear, Lua Nova raramente vacila. Um remix pavonesco da descaradamente exagerada “I Belong To You” de Muse torna-se um glam-rock Bowie. No seu despertar, Bon Iver e St. Vincent calmamente desfraldam “Rosyln”, um dueto da beleza calma, quase parecida a uma música de igreja.
Lua (nas lojas em 20 de Outubro) produz várias revelações felizes dos seus nomes pouco conhecidos: a quase à capela “Possibility” da compositora nórdica Lykke Li é um floco de neve sueco encantador, e os roqueiros divertidos do OK Go conseguem um tipo impressionante de seriedade esquisita e inocente no desordenado e cinematográfico “Shooting The Moon”. O lamento acústico de fogueira de acampamento ”Done All Wrong” de Black Rebel Motorcycle Club faz a transcrição suave para a coisa, a guitarra distorcida a lá Strokes em “Monsters” do Hurricane Bells. Pensem em Lua Nova como uma espécie de curso de pesquisa em rock novo-agora-próximo: um mixtape com dentes.
Fonte: TP



























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